quinta-feira, 29 de julho de 2010

Osso de Ishango.



Osso de Ishango

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O osso de Ishango é uma ferramenta de osso que data do Paleolítico Superior, aproximadamente dentre 18000 e 20000 a.C. Este objeto consiste num longo osso castanho (mais especificamente, a fíbula de um babuíno)[1] com um pedaço pungente de quartzo incrustado num dos seus extremos, talvez utilizado para gravar ou escrever. A princípio pensava-se que fora utilizado para realizar contagens, já que o osso tem uma série de traços talhados divididos em três colunas, que abrangem todo o comprimento da ferramenta, mas alguns cientistas sugestionaram que as agrupações dos traços indicam um entendimento matemático que vai para além da contagem.

O osso de Ishango é exibido de jeito permanente no Real Instituto Belga de Ciências Naturais, em Bruxelas, Bélgica.


Descoberta e datação

O belga Jean de Heinzelin de Braucourt encontrou em 1960 o osso de Ishango enquanto explorava o que então era o Congo Belga. Descobriu-o na área africana de Ishango, perto da zona onde nasce o rio Nilo, no Lago Eduardo (que fica entre a fronteira de Uganda e a República Democrática do Congo).

Foi encontrado entre os restos de uma pequena comunidade que pescava e recoletava nesta área da África. O pequeno assentamento ficou enterrado por uma erução vulcánica.

A princípio estimou-se que o osso datava dentre 9000 a.C. e 6500 a.C. Contudo, a datação do sitio onde foi descoberto foi reavaliada e agora é acreditado ter mais de 20.000 anos

As três colunas de traçoes agrupados assimétricos implicam que a ferramenta era mais funcional do que decorativa. O osso de Ishango pôde ser talhado para estabelecer um sistema numérico.

A coluna central começa com 3 traços e logo duplica o seu número. O mesmo processo é repetido com o número 4, que se duplica a 8 traços, e logo inverte-se o processo com o número 10, que é dividido pela metade resultando em 5 traços. Por isto chega-se à conclusão de que estes números não podem ser puramente arbitrários, senão que sugestionam algum indício de cálculos de multiplicação e divisão por 2. O osso poderia ter sido usado, portanto, como uma ferramenta para levar a cabo procedimentos matemáticos simples.

Calendário lunar?

Imagem do osso de Ishango exposto no Real Instituto Belga de Ciências Naturais.

Alexander Marshack examinou o osso de Ishango com um microscópio e concluiu que esta antiga ferramenta pode representar um calendário lunar de seis meses. Claudia Zaslavsky sugestionou que isto pode indicar que o criador do instrumento era uma mulher, pesquisando a relação entre as fases lunares com o ciclo menstrual.[10][11

2 comentários:

  1. Kaique.Parabéns pelo interesse é sempre bom ter novos horizontes.
    Prof.Estevam

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